terça-feira, 28 de abril de 2015

PROGRAMA SOBREVASCO 1ª temporada, episódio 14 - O primeiro jogo da final do Carioca entre Vasco x Botafogo!






SOBREVASCO, o programa onde a gente torce, vibra, sofre e conversa sobre o Vasco!

No programa de hoje comentamos o primeiro jogo da final do Carioca entre Vasco e Botafogo fazendo mais uma avaliação sobre o elenco do Vasco e fazendo projeções para o segundo jogo da final.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Crise de concentração


Juninho faz cara de concentrado.





Salve, irmãos de Cruz! Resolvi dar uma ressuscitada no blog para fazer um post curto, dando a minha opinião sobre a """crise""" vascaína! #todoscomemora!

Pois bem, hoje tem jogo do Vasco e - em represália aos salários atrasados - os jogadores do Vasco decidiram não concentrar. A imprensa está aproveitando pra cair em cima do caso, vendendo esse comportamento dos jogadores como um ato extremo de um grupo já sem paciência com a falta de dinheiro. Posso estar sendo ingenuo mas acho que o buraco não é tão embaixo e jogadores não estão em rota de colisão como se propaga por aí, mas sim se aproveitando de uma situação para reivindicar algo que há muito aspiram, o fim da concentração. Viagem minha? Bem, deixem-me tentar defender meu ponto de vista através de algumas evidências...

Evidência #1 - Os jogadores não gostam de concentração - Quem acompanhou o longo namoro do Vasco para repatriar Juninho para São Januário pôde ler várias entrevistas do reizinho em que deixava claro que um dos motivos que o faziam não querer voltar para o futebol brasileiro eram as concentrações. Houve até um tempo em que considerou-se que no seu contrato com o clube o jogador seria liberado de se concentrar. Felipe é outro que, sempre que é entrevistado, aponta a concentração como ponto negativo na rotina do jogador de futebol. E, finalmente, Alecsandro disse - semana passada quando começou a circular essa história do time não se concentrar - que o time se concentraria pro jogo sim, mas que a questão do fim da concentração poderia ser considerado de forma definitiva, e não como forma de retaliação.

Evidência #2 - Os jogadores têm evitado polemizar. Quem acompanha futebol há um tempo sabe que jogador, quando está insatisfeito, deixa transparecer esse sentimento. Se pegar um jogador como o Felipe então, o cara é claro com um copo de cristal quando se trata de mostrar que está puto. Semana passada, quando começou a pipocar essa história da greve dos jogadores eu fiquei realmente preocupado até ouvir a entrevista do nosso maestro. Totalmente conciliador, Felipe foi tranquilo, mostrou entender o lado da diretoria e garantiu o empenho do grupo, jogando um balde de água fria no pessoal que queria ver o clima em São Januário pegar fogo. Reparem como o Felipe responde até hoje sobre a questão do afastamento dele do grupo, no começo do ano passado, e vocês vão ver como ele responde a uma questão que realmente o incomoda.

Evidência #3 - A diretoria do Vasco vê com maus olhos essa história de acabar com a concentração. No começo dessa semana, com o problema do atraso de salários não resolvido, os jogadores finalmente conseguiram impor sua ideia de não se concentrar. Foi a vez então de Daniel Dantas vir a público dizer que era contra a estratégia, mas que iria acatar a decisão do grupo. Ora, se até nesse momento frágil a diretoria faz questão de se opor ao fim da concentração reivindicado pelos jogadores, está claro que trata-se de um assunto tabu no meio.

Conclusão - Acredito que o fim da concentração seja um desejo antigo dos jogadores (principalmente os líderes) do Vasco e que a reivindicação para que ela acabe agora seja visto muito mais como uma oportunidade de impor sua vontade do que como uma retaliação pelo atraso dos salários. A declaração do Daniel Dantas mostra também que será uma batalha bem complicada de ser vencida pelos jogadores. Acho, inclusive, que o nosso novo diretor de futebol ter dito na imprensa que a decisão de não se concentrar foi dos jogadores e que ele é contra a ideia foi o grande erro da direção do Vasco até agora (fora o erro primordial de não ter pago os salários ainda, óbvio), porque, além de passar a imagem de que jogadores e diretoria estão rachados, ainda expõe o elenco vascaíno em caso de algum revés em campo. Revés que não acredito que vá acontecer. Esse grupo do Vasco vai quer, mais do que nunca, provar que o fim da concentração só faz bem pro futebol... Quer prova melhor do que uma goleada diante do Bangu? ;)

domingo, 4 de setembro de 2011

América-MG 4 x 1 Vasco


"O que é que vou dizer lá em casa, Cristóvão?"

Algumas notas sobre o jogo:

É curioso ver como o mesmo torcedor que pediu, se mobilizou e até campanha fez para Dedé ser convocado agora reclama de Mano Menezes por levá-lo à Londres. Será que não previam que com o zagueiro-mito vestindo a amarelinha iríamos ficar desfalcados várias vezes durante a temporada? O fato é que se somarmos a isso a saída inesperada de Anderson Martins a nossa zaga dos sonhos se transformou numa zaga medíocre. Não vou nem pegar muito no pé de Renato Silva e Victor Ramos (por mais que mereçam) porque o time do Vasco se acostumou com uma dupla de zagueiros fortíssima lá atrás, segurando as possíveis falhas do sistema defensivo e se esqueceu que com zagueiros medianos por ali, qualquer erro pode ser fatal.

Foi bonito também ver o apoio que a torcida vinha dando a Cristóvão Borges, simbolo da continuidade do trabalho de Ricardo Gomes. Será que vai continuar dando esse apoio agora? A verdade é que dificilmente o auxiliar, recém promovido a técnico, terá bagagem para segurar a pressão de dirigir um time gigante, sem contar com a natural desconfiança da torcida, que vai criticar sem dó o menor erro dele. Não dá para por essa derrota totalmente na conta do novo treinador mas é fato que pelo menos na hora das substituições ele errou feio. Tirou Diego Souza que era quem mais criava no apático time do Vasco e Juninho que, mesmo sem apresentar um grande futebol sempre poderia decidir numa bola parada ou num cruzamento para colocar um cabeça de área num time que precisava reverter o placar. Depois dessas mudanças o time terminou de se perder em campo e não criou mais nada.

Mantenho minha posição quanto ao comando técnico do Vasco. Não há necessidade de desespero, de colocar qualquer um no comando do time só pra tapar buraco (ventilar que Renato Gaúcho ou Joel Santana interessam ao Vasco é sacanagem) e o mínimo que podemos fazer em respeito a Ricardo Gomes é esperar que seu estado clínico se resolva antes de fazermos qualquer coisa, mas é consenso comum que dificilmente nosso treinador campeão do Brasil voltará a trabalhar nos gramados e precisamos nos precaver para o pior. Não dá pra esperar que o time vá se sair bem num campeonato difícil como a Libertadores com um técnico que acaba de estrear na função, nem muito menos com um grupo apenas movido pela motivação de ganhar em nome do comandante convalecido. Não há pressa, mas já é preciso pensar nessa transição forçada de comando, até para que seja feita com sabedoria.

O Vasco perdeu nessa rodada pontos irrecuperáveis e se viu com os problemas que já citei e com os quais provavelmente conviverá por grande parte do campeonato, mas também não é que já esteja tudo perdido. O Vasco jogou hoje com um apatia pouco comum e que espero não ver já no próximo jogo, além de muito desfalcado. Fora isso, os outros times na briga também tem mostrado oscilações. Ainda estamos na briga, ainda dá pra levar essa taça, só ficou um pouco mais complicado.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Coritiba 3x2 Vasco

Foi um jogo em que o Vasco jogou muito mal. Mas não vou reclamar porque

O VASCO É CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL 2011!


PARABÉNS, TORCIDA VASCAÍNA!



quarta-feira, 1 de junho de 2011

Vasco 1 x 0 Coritiba

"Eu já sabia!"




Quando no fim do primeiro tempo eu fui ler as impressões dos irmãos vascaínos sobre o jogo no twitter, não posso dizer que me surpreendi. A confiança da nossa torcida estava muito grande e diante de toda uma etapa com poucas chances de gol, a frustração era natural. Mas contrariando o sentimento da maioria, eu estava confiante. Estava confiante porque vi o Vasco jogando o jogo que o Vasco quis jogar. Nosso time mostrou nessa Copa do Brasil que não joga um torneio mata-mata como se convencionou que uma equipe deve jogar, partindo para cima e tentando fazer o placar mais dilatado em casa e se segurando atrás a procura do empate ou de uma derrota pequena jogando fora, mas sim sabendo que a vitória pode vir tanto no seu campo quanto no campo do adversário. Por isso atuou no primeiro tempo mais preocupada em não tomar gols em casa (porque, como se diz popularmente, "vale dois"), do quem em fazer.

Eu vi o primeiro tempo assim, com um Vasco que partia para cima apenas com o trio Diego Souza, Bernardo e Alecsandro acompanhados no máximo de mais um quarto jogador que levava a bola. Podia ser Allan, Márcio Careca, Felipe ou até mesmo o Eduardo Costa, mas quando um desses subia os outros guardavam a retaguarda. Como o Coritiba também não fazia muita questão de se arriscar o que vimos no primeiro tempo foram poucas camisas negras tentando rasgar um mar de camisas brancas, sempre sem sucesso. Por outro lado o Vasco também sofria pouco na defesa e você pode até condenar essa estratégia mas se um time está levando o jogo do jeito que planejou, então a coisa não pode estar tão mal assim.

Logo no começo do segundo tempo, como esperado, o Vasco mudou sua postura e soltou um pouco mais o time, o que logo resultou no gol de Alecsandro. Uma vez atrás no placar, a resposta do Coritiba foi óbvia, indo para cima para tentar um empate com gols fora, que seria um resultado satisfatório para o Coxa Branca. Pensei que isso seria bom para o Vasco, que teria mais espaço para os contra-ataques, mas o que vimos foi um time recuado, tentando segurar o empate a todo custo e sem conseguir manter a posse de bola, fato que se agravou quando Ricardo Gomes tirou o único articulador da equipe, Felipe, para fechar ainda mais o time com a entrada do volante Fellipe Bastos.

Tenho gostado da postura do Vasco nessa Copa do Brasil, estou satisfeito com o trabalho de Ricardo Gomes a frente do elenco e é consenso que um de seus principais méritos é ter sabido dar motivação ao grupo vascaíno, o que muitos atribuem a sua política clara de escalação do time, sempre colocando em campo os jogadores que se destacam. Nunca vivi no meio do futebol e pouco posso opinar sobre a maneira certa ou errada de se motivar um elenco, então darei esse crédito ao Ricardo Gomes, mas ainda assim existem coisas que têm sido complicadas de aceitar. Fágner é o titular da nossa lateral direita, é incontestavelmente o melhor jogador do elenco para a posição e até o próprio Ricardo já disse que a tendência natural é que ele recupere a posição. O Allan também é um garoto de muito futuro, foi jogado as feras indo atuar numa posição que não é sua de origem e que surpreendeu dando conta do recado, sendo inclusive o responsável pelo cruzamento que originou o gol único na partida de hoje mas todo mundo sabe que não é tão veloz, não vai tanto ao fundo e nem cruza tão bem quanto Fágner, então, justamente num jogo em que não teríamos Éder Luís para criar as jogadas de velocidade pelos lados do campo, não deveríamos devolver a nossa lateral a quem lhe é de direito?! Também não vou condenar a estratégia do nosso treinador de estar mais preocupado em não sofrer gols do que em fazê-los, quanto mais quando o placar já nos favorece com um gol - sem falar nas razões físicas que sempre podem justificar as substituições num jogo - mas será que em uma situação em que o time já não consegue manter a posse de bola, tirar justamente o Felipe é a melhor opção? Principalmente se isso implica em deixar Bernardo em campo?

E me permitam criar um parágrafo só para falar de Bernardo, a maior enganação do futebol brasileiro nos dias de hoje. E quando digo que se trata de uma enganação não pensem que quero dizer que se trata de um mal jogador, longe disso! Ele é habilidoso, muito bom nas finalizações e nas bolas paradas, mas rende muito pouco em campo! Os comentaristas esportivos Brasil a fora, que se limitam a ver os melhores momentos dos jogos do Vasco, se perguntam - alguns mais exagerados chegam a exigir - como pode o jovem mineiro não ser titular vascaíno. Quem acompanha os jogos sabe bem a razão, é um jogador fominha, que desperdiça a maioria das jogadas que tenta e que é a maior vítima dessa enganação, se achando muito, mas muito mais craque do que ele realmente é. Como se não bastasse isso, ele tem o estilo de jogo muito semelhante ao de Diego Souza (habilidoso, bom finalizador e exageradamente individualista) e ter os dois em campo mina completamente o jogo coletivo do Vasco.

Tudo bem, quer premiar quem mal ou bem cumpriu seu papel até agora no time? Então poderia até ter entrado com Allan e Bernardo de titulares mas por tudo que já falei eu acabaria substituindo ao longo do jogo o primeiro pelo Fágner e o segundo pelo Jéfferson ou pelo Élton. No mais, acho importante ressaltar a qualidade da defesa do Vasco. Fernando Prass está de volta ao seu melhor nível, Dedé e Anderson Martins formam a melhor dupla de beques em atividade no Brasil e Eduardo Costa e Rômulo vão muito bem na proteção da zaga, o que me deixa confiante com o nosso setor defensivo como há muito tempo não ficava. O único medo que me deu, ao ver o segundo tempo do jogo, foi de que, uma vez que estamos na frente do placar, apostemos todas as fichas na nossa defesa para nos trazer o título. Seria temeroso, mas quero crer que não seguiremos por esse caminho no jogo da volta.

Ricardo Gomes já mostrou, apesar das ressalvas que faço, ser um técnico inteligente, que com certeza pensará numa boa estratégia para essa partida derradeira e nosso time já fez bons jogos fora, mesmo quando não tinha a tranquilidade de um bom resultado em casa com temos agora. Some a isso o fato de não termos perdido na Copa do Brasil e já teremos motivos suficientes para ter a confiança de que, nesse último jogo, basta continuar a fazer tudo que fizemos até agora para chegarmos ao nosso objetivo.

Seremos campeões!

Vasco!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Por que poderiamos perder e por que possivelmente ganharemos

Nosso presidente está confiante nos 5 motivos abaixo apresentados para acreditarmos na classificação.



Sim, amigos, se passaram dois jogos do Vasco e vocês não viram sequer uma linha sobre eles aqui. Para evitar que isso aconteça novamente na partida que decidirá nossa classificação para a final da Copa do Brasil, me antecipo e já vou dizer antes mesmo do jogo começar o que pode nos levar a passar de fase ou terminar com o nosso sonho mais cedo. Assim vocês podem voltar aqui tão logo o embate acabe, pegar os pontos que se encaixam com o que ocorreu na partida e já terão minha resenha pronta! Vamos a eles então!

4 Motivos para temer que o Vasco seja eliminado nessa quarta:

1- O time do Avaí sabe cozinhar o jogo - No jogo do Rio deu pra perceber como o time catarinense sabe se fechar lá atrás, prender a bola e sair na boa. O jogo da volta começará com o Avaí classificado e podendo repetir a tática que deu certo na primeira partida. E por não se tratar de um time grande, poderá abusar desse expediente sabendo que por mais que embrome em campo a torcida jamais o cobrará pra partir pra cima.

2- O Vasco precisa marcar gols para se classificar e marcar gols tem se mostrado a principal deficiência do time. Mesmo nos seus melhores momentos nas partidas o Vasco marca bem atrás, controla bem a bola no meio campo mas quando chega perto da área não sabe o que fazer. Cria poucas oportunidades claras e quando elas aparecem, perde muitos gols feitos. Num jogo equilibrado isso costuma ser fatal.
3- O time do Vasco é inexperiente - Um recente levantamento mostrou que o Vasco tem o quinto elenco mais jovem da série A do Brasileirão e isso costuma cobrar seu preço nos jogos decisivos, quando é preciso segurar os nervos. É por isso que nesse momento, por mais que uma parte da torcida clame por Élton e Bernardo no time, é importante contar com jogadores mais rodados como Diego Souza e Alecsandro que podem dar a calma necessária para chegarmos ao nosso objetivo.

4- Julinho - O grande desafogo do Avaí no primeiro jogo atendeu pelo nome do lateral esquerdo da equipe catarinense, que criou as principais jogadas ofensivas do time, inclusive a que terminou com o gol dos visitantes, botando o setor defensivo direito do Vasco no bolso. Ricardo Gomes teve uma semana para imaginar uma maneira de neutralizar essa arma advesária e é bom tê-la encontrado, ou teremos sérios problemas.

5 Motivos para confiar que o Vasco chegará na final:

1- O Vasco tem jogado melhor fora do que em casa - A torcida tem sido impaciente com o plantel vascaíno, trata com desconfiança uma boa parte da equipe titular e tão logo o jogo se complica já começa a vaiar o time. Talvez seja essa a explicação para o nervosismo que tem feito o Vasco jogar de forma afobada e desorganizada em casa, talvez não. O fato é que as melhores apresentações cruzmaltinas ultimamente tem sido fora do Rio e temos tudo para acreditar que acontecerá de novo agora.

2- O Vasco vai a campo sem desfalques - Aos 30 minutos do segundo tempo da partida de ida, quando Anderson Martins sentiu a fisgada na coxa e acabou substituído eu comecei a ver a vaca ir pro brejo. Naquela altura do jogo já não dava para contar com a vitória vascaína em casa e eu já previa as dificuldades de encarar o jogo decisivo com uma defesa completamente desfigurada. Felizmente a semana foi alvissareira e não só o Anderson mas também o Rômulo, que tanta falta fez na cobertura do setor direito no primeiro jogo, se recuperaram de suas lesões e, somado a volta de suspensão de Eduardo Costa, nosso treinador já tem todos os jogadores a disposição para montar o time do jeito que melhor lhe convir.

3- O esquema tático do Vasco - Ao longo da semana Ricardo Gomes deu indicativos de que virá com um esquema tático mais interessante para o jogo da volta. Fágner deve reassumir a lateral-direita (Alan se mostrou muito bem jogando improvisado por ali mas não faz nenhum sentido ser o titular com Fágner de novo em condições de jogo) e Felipe Bastos - que foi muito mal na primeira partida - deve dar lugar para um volante mais combativo como Jumar ou Eduardo Costa. Acredito que assim nosso lateral tatuado terá mais liberdade para apoiar e procurar o gol.

4- O crescente de Diego Souza - Apontar o Diego Souza como um dos motivos para se confiar numa classificação pode parecer um ato de desespero mas a verdade é que se o nosso camisa 10 ainda não assumiu o papel de protagonista que se espera dele em campo ele pelo menos deixou de ser aquele jogador apagado e já começa a criar algumas jogadas interessantes. Quem sabe o próximo jogo não marcará a sua volta por cima com uma grande atuação que levará o Vasco a final?

5 - Gian e Rafael Coelho podem jogar a partida - Tanto o zagueiro quanto o atacante já passaram pelo Vasco, o primeiro desesperando os vascaínos lá atrás e o segundo inervando-os lá na frente. Amanhã eles podem estar do outro lado e um Rafael Coelho isolando todas as bolas lá no ataque e um Gian dando uma só vacilada na defesa pode ser tudo que a gente precisa para voltar de Florianópolis com uma vaga na final.

Moral da história, tudo o que eu disse aqui pode vir a explicar o sucesso ou o fracasso do Vasco nessa partida mas a verdade é que nosso time se encontra num estágio em que não está nem tão forte que possa se dar a vitória como certa, nem tão fraco para vermos a derrota como única possibilidade. Nesse nível acaba que os detalhes acabam tendo grande peso com um gol no começo, para um lado ou para o outro, sendo o responsável pela alegria ou a tristeza de toda nossa família. Outro fator que será preponderante é o comportamento do árbitro. Um juíz mais rigoroso nos será favorável já que jogadores como Felipe e Éder Luís, ou em mais intensidade, Ramon e Bernardo gostam muito de jogar procurando a falta. Um que deixe o jogo correr mais solto certamente nos atrapalhará. Resta então torcer, rezar e esperar que os deuses do futebol estejam conosco essa noite. SARAVASCO!





domingo, 15 de maio de 2011

VASCO 1 x 1 Atlético-PR

"Será que tem lugar pra mim na patota do Gomes?"


Técnicos de futebol costumam optar por duas escolas distintas quando se trata de administrar seu elenco de jogadores. Existe o treinador que escala seu time por posições, com cada comandado brigando por um lugar específico em campo, sem espaços para improvisação. São treinadores como o Dunga da Copa do Mundo de 2010 ou o Celso Roth do Vasco de 2006, que se recusava a escalar Andrade no time por ele ser o reserva de Perdigão, por mais que o outro volante em campo fosse Roberto Lopes (peço perdão aos irmãos vascaínos por trazer de volta à lembrança esse terrível jogador). A outra escola de pensamento prefere eleger os melhores jogadores reservas e, quando algum titular não puder jogar, tentar encaixá-los no time do jeito que for. Pelo tempo de Ricardo Gomes que temos já podemos afirmar sem medo que ele abraça essa segunda filosofia.

Para o jogo decisivo dessa quarta-de-final da Copa do Brasil, com a suspensão de Alecsandro, nosso treinador acabou optando pelo décimo segundo jogador do time, Bernardo, em detrimento do reserva natural da posição, Élton. Não dava para criticar muito a escolha. Bernardo é mesmo o jogador mais habilidoso entre os nossos suplentes e se considerarmos que o Atlético Paranaense viria para São Januário precisando buscar o resultado, contar com um jogador mais veloz para puxar os contra-ataques poderia ser uma boa opção. Mesmo quem defendia a entrada de Élton não se zangou muito com a escolha. Porém, com pouco tempo de jogo, já dava para perceber que essa formação apresentava vários problemas. Pra começo de conversa, escalando Bernardo, Ricardo Gomes empurra Diego Souza para frente, para ocupar a posição de centro-avante. É mais uma mexida que tem fundamento na teoria, já que Diego é um jogador de força e com boa finalização, mas que não se confirma na prática, como já pudemos comprovar à exaustão. Nosso camisa 10 não rende por ali, fica perdido, some do jogo e nós ficamos com menos um jogador. Não bastasse isso, o Furacão, apesar de precisar da vitória para se classificar, entrou em campo chamando o Vasco para o jogo e deixando para sair só na boa, numa formação mais fácil de ser penetrada com um centro-avante de ofício. O árbitro também não ajudou apitando "à européia", deixando o jogo correr e só marcando faltas em caso ippons inquestionáveis, o que atrapalha o jogo dos nossos atletas chama-falta Bernardo e Éder Luís, que nunca se esforçam muito para ficar de pé (Por que será que boleiro não percebe o estilo do árbitro e se adapta ele? Se o apitador tá deixando o jogo solto, chega mais junto quando estiver defendendo, tenta ficar de pé quando está atacando, ao invés de ficar no chão com os braços abertos!). Some-se a isso o dia ruim do Felipe e o que tivemos foi um Vasco que até tinha mais a posse de bola, mas sem transformar isso em muitas chances reais de gol (problema crônico do time há algum tempo) e um Atlético que pouco chegava ao ataque, mas sempre apresentava perigo.

Ainda bem que Ricardo Gomes percebeu tudo isso e, sabendo que tentar segurar o empate era arriscado demais, soltou o time no segundo tempo. Finalmente colocou Élton no lugar de Diego Souza e logo em seguida substituiu Allan por Fágner, dando mais ofensividade à lateral direita, mas o resultado das mexidas não foi imediato. Élton, até por saber que não faz parte da lista de queridinhos do treinador e que por isso precisa agarrar com unhas e dentes cada oportunidade, entrou muito nervoso em campo. Meteu uma mão ridicula na bola, fez faltas nos adversários tentando alcançar bolas pra lá de perdidas, um verdadeiro desastre.O gol do Vasco se recusava a acontecer e quando aos 29 minutos o CAP encontrou seu tento, temi pelo pior. A partir daí veio à tona outro grande problema desse time, a falta de experiência, e o time se desesperou. Antes mesmo da nova saída Fernando Prass já brigava com o adversário para pegar a bola no fundo das redes e com o jogo de novo valendo vimos o time irritadiço e nervoso, o que nunca ajuda quando se tem 15 minutos para fazer um gol. Sorte que logo a estrela de Ricardo Gomes brilhou e, graças aos dois jogadores que ele pôs em campo, o Vasco chegou ao empate. Um cruzamento de Fágner na cabeça de Élton pôs o Vasco novamente se classificando para as semi-finais e a partir daí a preocupação foi só esperar a partida se encerrar.

Jogo tenso, bem mais nervoso do que precisava ser, mas que no fim nos levou a fase semi-final da competição. A questão passa a ser como se portar daqui para frente. Não há muito o que inventar, é seguir com o time que temos e torcer para que nos próximos jogos o entrosamento e a experiência dêem mais qualidade ao time. Eu desistiria de vez de testar Diego Souza como centro-avante e deixaria ele no meio mesmo, arrancando de trás, que foi como ele jogou na sua melhor partida pelo Vasco, no jogo lá em Curitiba. No meio eu escalaria Eduardo Costa (pro próximo jogo não dá, está suspenso, mas depois deste) e Rômulo para fechar mais a defesa, com Fágner voltando para a direita, com liberdade para apoiar. Meu medo maior fica sendo a nossa torcida que, depois da eliminação de outros times tradicionais pelo caminho e com a confirmação de que Coritiba, Ceará e Avaí são nossos adversários na luta pelo caneco, começou com discursos de que o título agora é obrigação, de que a Copa já está ganha. A euforia é natural mas temo que o excesso de confiança se transforme em falta de apoio ou até vaias, semana que vem, se o jogo contra o Avaí se apresentar mais complicado do que muitos esperam. Foco, galera! Estamos próximos de um título depois de muito tempo, é agora que não dá pra vacilar... HASTA LA VITÓRIA!